Momentos de puro desespero tomaram conta da comunidade pesqueira do extremo sul da Bahia nesta quarta-feira (03), quando a embarcação “Ungido”, com pescadores de Santa Cruz Cabrália, desapareceu no mar, na região de Belmonte no dia 28 de agosto 8 milhas do pesqueiro mangue alto.
Uma mega operação de resgate mobilizou a Marinha do Brasil, entidades de pesca e a Superintendência de Pesca de Cabrália. Logo nas primeiras horas da manhã, uma aeronave e um navio foram acionados para vasculhar o litoral em busca da embarcação desaparecida.
A resposta foi rápida e eficiente graças ao apoio decisivo da Colônia de Pescadores de Canavieiras, sob a firme liderança da presidente Débora, que coordenou informações e articulou equipes, sendo considerada peça-chave no salvamento.
Após horas de tensão, a embarcação foi localizada à deriva e rebocada com segurança. A notícia trouxe alívio para familiares e amigos, principalmente porque os quatro dos tripulantes são belmontenses conhecidos: Budú e seu pai, Netinho e Zé Gavião, que passam bem e escaparam de uma tragédia no mar.
“Essa operação mostrou o poder da união entre pescadores, instituições e autoridades marítimas. Juntos, conseguimos preservar vidas e proteger a atividade pesqueira que sustenta tantas famílias”, declarou emocionada a presidente Débora.
A Superintendência de Pesca de Cabrália também agradeceu publicamente a todos os envolvidos, ressaltando que o caso é exemplo de como uma ação rápida pode salvar vidas.
Com a embarcação “Ungido” já em terra firme, o episódio deixa uma mensagem clara: o mar é fonte de sustento, mas exige respeito, atenção e redes de apoio eficientes para evitar tragédias.
